Xul Solar.

No mesmo período em que artistas como Tarsila e Anita  viviam em Paris estudando arte ( pelo período dos anos 1910), o que geraria depois a conhecida semana de 1922 em São Paulo, o mundo todo vivia numa conjunção de mudanças.

Irene estudou um bocado de história da arte,  amor declarado à Arte Moderna e vanguardas e, claro, ódio ao Barroco. Cometeu um único erro, básico de todo estudante: achou que arte moderna linda como o Abaporu só tinha na Europa e no Brasil.

Em sua ida a Bons Ares nesse mês de inverno se encantou por um rapaz: Oscar Agustín Alejandro Schulz Solar, um portenho que no mesmo período desenvolveu telas maravilhosas ligadas ao Surrealismo.

Xul Solar, como é conhecido, teve uma cronologia similar às artistas brasileiras: viveu em Paris no mesmo período estudando arte e retornou para a Argentina na década de 1920 já envolvido na renovação cultural proposta pelo grupo editorial de Martín Fierro.

Junto ao amigo próximo, o poeta Jorge Luis Borges, colaborou em diversos projetos. Borges chegou a escrever sobre vida e obra de Solar após sua morte.

Estudioso de religiões, astrologia, filosofia também de histórias sobre o povo indiano e da era pré-colombiana, Xul Solar trasmitiu às suas obras estas temáticas. Dono de um traço delicado, de colorimetria quente, Xul Solar nos trás uma obra rica, singular, arriscaria até dizer lindamente naïf.